A viagem ao Salar de Uyuni – dia-a-dia – post 2

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Após destrinchar o básico sobre o Deserto de Sal da Bolívia no primeiro post, a leitora Natália Rezende conta agora como é a viagem ao Salar de Uyuni dia-a-dia, inclusive com relatos específicos sobre as paisagens e os locais que ela visitou!

É como adiantar um pouquinho da sua viagem (ou relembrar quando você esteve lá!). Vem com a gente e perca a sua imaginação por esse mar de sal chamado Uyuni!


Primeiro dia

O primeiro dia de passeio começa com a ida até a fronteira do Chile com a Bolívia. A empresa passa cedo nos hotéis recolhendo os passageiros e segue em direção a aduana chilena. O transporte foi feito de van e durante o trajeto preenchemos aquele clássico formulário de fins tributários. Passada a aduana, seguimos a Hito Cajón, a fronteira que fica a quase 4,5 mil km de altitude, por onde é feita a entrada na Bolívia.

Lá é servido o café da manhã e feito a troca da van pelo 4×4 (quem está retornando do passeio deixa a 4×4 e pega a van em direção a San Pedro). Pegamos uma pequena fila para carimbo dos passaportes. As malas vão em cima do veículo, então, separe tudo que você acha que possa precisar durante o trajeto pra ir embaixo com você.

Fronteira com a Bolívia. (Foto: Natália Rezende.)

Fronteira com a Bolívia. (Foto: Natália Rezende.)

Começado o trajeto na Bolívia, as primeiras paisagens são as Lagoas Blanca e Verde e o vulcão Likancabur, que ficam bem perto da fronteira. A 4×4 para no local para algumas fotos e depois segue caminho. Próxima parada são as águas termais de Chalviri e o Geyser Sol de Mañana.

A temperatura estava agradável, já que era bem no meio do dia, então, foi tranquilo tirar a roupa e entrar na água. No local, havia vestiário e banheiro, que se paga a parte. Não havia ducha no vestiário, era só pra trocar de roupa mesmo. É melhor já ir com a roupa de banho vestida, ou deixá-la de fácil acesso.

Lagoa Blanca. (Foto: Natália Rezende.)

Lagoa Blanca. (Foto: Natália Rezende.)

Lagoa Verde e o vulcão Likancabur no fundo. (Foto: Kim Merritt.)

Lagoa Verde e o vulcão Likancabur no fundo. (Foto: Kim Merritt.)

Água Termal de Chalviri - borda da piscina. (Foto: Natália Rezende.)

Água Termal de Chalviri – borda da piscina. (Foto: Natália Rezende.)

Geyser - bem fedidinho por causa do enxofre. (Foto: Natália Rezende.)

Geyser – bem fedidinho por causa do enxofre. (Foto: Natália Rezende.)

Passamos também pelo Deserto de Dali. Por volta de umas 14h chegamos ao nosso alojamento do primeiro dia, onde descarregamos as malas, almoçamos e descansamos um pouco. Depois, seguimos para conhecer a Laguna Colorada e curtir o pôr-do-sol.

Confesso que tive que curtir o pôr-do-sol de dentro do carro, pois ventava muuiiito e o frio estava de matar. A lagoa Colorada é ponto dos flamingos antes e depois do período migratório. A depender da época, a paisagem fica repleta dessas aves.

Deserto de Dali. (Foto: Natália Rezende.)

Deserto de Dali. (Foto: Natália Rezende.)

Lagoa Colorada. (Foto: Natália Rezende.)

Lagoa Colorada. (Foto: Natália Rezende.)

Muitos flamingos. (Foto: Kim Merritt.)

Muitos flamingos. (Foto: Kim Merritt.)

De volta ao alojamento, era hora do banho e do jantar. Opa, do banho não!  Nesse primeiro dia, prepare para ficar sem banho. No banheiro, que era compartilhado, havia chuveiro (já li alguns relatos de que com algumas empresas não existe nem a possibilidade de banho, pois não existe chuveiro). Acontece que a água é extremamente gelada, parece de degelo, e a temperatura do ambiente também é bem baixa.

Passei muito frio esse dia. Dormi com roupa térmica, saco de dormir e as cobertas. Considero bem importante o saco de dormir por conta do frio. É bom também para evitar o contato com a roupa de cama, que não achei das mais limpas. No alojamento, cada 4×4 ocupava um quarto, que tinha 6 camas.

Quarto do alojamento da primeira noite. (Foto: Kim Merritt.)

Quarto do alojamento da primeira noite. (Foto: Kim Merritt.)

Nesse primeiro dia a energia elétrica é regulada, só estava disponível das 19h às 21h. Por isso, sugiro economizarem a bateria das câmeras e do celular. Além do mais, só existe uma tomada no quarto, pra ser divida entre as 6 pessoas. Assim, é interessante levar um multiplicador de tomadas (benjamim, T, extensão).

Segundo dia

O segundo dia teve uma paisagem mais desértica, com muitas rochas e vales. Após o café da manhã, por volta de 7h, pegamos estrada. Passamos pelo vale das rochas, Árvore de Pedra, rochas e mais rochas. De lagoa, passamos por somente uma, acho que se chama Catal.

Almoçamos em um pequeno povoado no caminho, tipicamente boliviano. Nesse dia, podemos ver muitas lhamas, de perto e de longe. No fim do dia passamos por uma antiga estação de trens, um cemitério no meio nada e já adentramos o salar em direção ao hotel de sal.

Árvore de Pedra. (Foto: Natália Rezende.)

Árvore de Pedra. (Foto: Natália Rezende.)

Em cima da rocha, no vale das rochas. (Foto: Natália Rezende.)

Em cima da rocha, no vale das rochas. (Foto: Natália Rezende.)

Rochas em algum lugar da Bolívia. (Foto: Natália Rezende.)

Rochas em algum lugar da Bolívia. (Foto: Natália Rezende.)

Lhamas pelo caminho rochoso. (Foto: Natália Rezende.)

Lhamas pelo caminho rochoso. (Foto: Natália Rezende.)

Mais lhamas. (Foto: Natália Rezende.)

Mais lhamas. (Foto: Natália Rezende.)

Pausa para fotos. (Foto: Natália Rezende.)

Pausa para fotos. (Foto: Natália Rezende.)

Foto tirada de dentro do carro. Devia ter pedido pro motorista parar. (Foto: Natália Rezende.)

Foto tirada de dentro do carro. Devia ter pedido pro motorista parar. (Foto: Natália Rezende.)

Cemitério no meio do nada. (Foto: Kim Merritt.)

Cemitério no meio do nada. (Foto: Kim Merritt.)

Aaah, o hotel de sal! Achei uma graça. Depois do primeiro dia, parecia hotel cinco estrelas. Tudo era feito de sal. As paredes, as mesas, as camas. Dentro era bem quentinho e, por poucos bolivianos, era possível tomar um bom banho quente. Tinha luz disponível o tempo todo e multiplicador de tomadas na sala principal, onde foi servido o jantar.

Os quartos eram para duas pessoas e, por uma diferença de preço que não lembro quanto, era possível fazer um upgrade para quarto com banheiro privativo. O que considero dispensável, pois o banheiro era bem limpinho e foi somente por uma noite. Como eu dormi bem nesse dia!

Terceiro dia

O terceiro dia começa bem cedo. Saímos do hotel por volta de 5h para conseguir ver o nascer do sol no Salar. É a coisa mais linda!

O silêncio perfeito para meditar. (Foto: Natália Rezende.)

O silêncio perfeito para meditar. (Foto: Natália Rezende.)

Nascer do sol no Salar. (Foto: Natália Rezende.)

Nascer do sol no Salar. (Foto: Natália Rezende.)

Depois de tirar muitaas fotos, seguimos em direção a Ilha dos Pescadores (ou Isla Incahuasi). O local é uma pequena elevação de terra, cercada de sal por todos os lados. Na ilha, encontra-se o vale dos cactus. Um pequeno valor de entrada é cobrado para conhecer essa atração.  Enquanto visitamos a ilha, o motorista preparou o café da manhã, que estava prontinho quando voltamos.

Vale dos Cactus. (Foto: Kim Merritt.)

Vale dos Cactus. (Foto: Kim Merritt.)

O grupo todo na Ilha dos pescadores. (Foto: Kim Merritt.)

O grupo todo na Ilha dos pescadores. (Foto: Kim Merritt.)

Com a barriga cheia, é hora de explorar o Salar e tirar zilhões de fotos. Use a imaginação!

A típica foto do pulo - que não deu muito certo. (Foto: Kim Merritt.)

A típica foto do pulo – que não deu muito certo. (Foto: Kim Merritt.)

Brasil marca presença no Salar. (Foto: Natália Rezende.)

Brasil marca presença no Salar. (Foto: Natália Rezende.)

Almoçamos em um estabelecimento no meio do salar, perto do monumento de sal do Rali Dakar. Desde 2009, a maior prova de automobilismo vem sendo realizada na América do Sul e parte do percurso inclui o Salar de Uyuni.

Depois do almoço, visitamos uma feirinha, com muito artesanato de sal, e seguimos pra última atração do passeio: o cemitério de trens. Chegamos em Uyuni por volta de 15h. O pessoal que estava conosco no 4×4 seguiu viagem por lá (geralmente as pessoas seguem destino a La Paz) e eu e meu namorado esperamos até às 16h30 para o retorno a San Pedro. Enquanto esperávamos, sentamos pra tomar uma cervejinha no centro da cidade e utilizar o wifi. Afinal, já eram quase três dias sem conexão.

Monumento de sal - Dakar. (Foto: Natália Rezende.)

Monumento de sal – Dakar. (Foto: Natália Rezende.)

Cemitério de trens. (Foto: Natália Rezende.)

Cemitério de trens. (Foto: Natália Rezende.)

Para o retorno, nos juntamos com um casal de brasileiros que estava em outro carro. Teve troca de motorista também. O que nos acompanhou pelos três dias ficou em Uyuni. Uma simpatia o Josué! Ele não pediu gorjeta, mas a gente e mais dois do carro demos, afinal, ele ficou esse tempo todo só por nossa conta e sempre de bom humor. Acho importante, caso goste do serviço.

O alojamento do terceiro dia também tinha água quente disponível por alguns bolivianos de diferença e o quarto era duplo. Fez mais frio que o Hotel de Sal, mas não se comparou ao primeiro dia.

Quarto dia

Saímos do alojamento por volta de 5h. O percurso é diferente ao da ida, é mais curto. Esse dia não há paradas para atração, é só retorno mesmo. Tomamos o café da manhã na saída do Parque Nacional Eduardo Avaroa.

Passamos novamente pela fronteira, onde trocamos o 4×4 pela van, depois aduana e chegamos em San Pedro por volta de 12h.


Natália é apaixonada por viagens e já conheceu alguns destinos inusitados. Já carimbou o passaporte na Polônia, no Japão, na Sérvia, na Bulgária e em mais 23 países. Sempre que volta de alguma viagem tem vontade de escrever e compartilhar suas dicas – estamos na torcida pra que ela divida mais dessas dicas preciosas com a gente!!

Clique aqui para ler o primeiro post sobre o Salar de Uyuni, contendo as informações mais básicas sobre a viagem.

E aqui pra ler o último post, contendo dicas e informações úteis sobre a viagtem ao Salar de Uyuni.

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