A vida em Morro de São Paulo

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Ele conheceu um pouquinho do paraíso, mas quem foi que falou que é fácil chegar lá? Bem, no post de hoje vamos descobrir como se faz pra chegar até a deliciosa ilha de Morro de São Paulo, na Bahia. Quer ter um gostinho da sensação de estar por lá?

Ao final, só um sentimento ruim, o sentimento de ir embora. Mas um ir embora diferente, com vontade de ficar e tocar a vida por lá mesmo.

Boa leitura a todos!

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Que Morro de São Paulo tem praias lindas, cenários paradisíacos e muita badalação, todo mundo já ouviu falar. O que a gente só descobre quando vai, é que chegar lá pode não ser tão agradável assim. Avião, catamarã ou terrestre, cada um dos roteiros tem suas surpresas.

O Catamarã até Morro de São Paulo

O mais conhecido talvez seja o Catamarã (ou Catamarã dos Infernos, nos dias de mar agitado). Subir a bordo da embarcação no Mercado Modelo é uma empolgação só! Os primeiros solavancos, ainda nas proximidades de Salvador, são super empolgantes e, não raramente, as pessoas colocam as mãos para cima como se estivessem curtindo uma montanha-russa.

Acontece que o balanço não para nunca e, pior, se acentua. Logo, logo, os tripulantes começam a distribuir saquinhos plásticos e, bem… aí você já sabe. Aportar em Morro é um misto de deslumbramento pela paisagem e a vontade de descer daquela maldita embarcação (não está bom? Espera que a volta é pior! Contra a maré! Argh!)

Meet the Catamarã! Catamarã from hell!!!!

Meet the Catamarã! Catamarã from hell!!!!

Táxi para malas

Assim que você pula fora do barco (literalmente), uma porção de rapazes de camisetas amarelas, bermuda e chinelos te cercam oferecendo “táxi“. Se lá não tem nem carro, como assim “táxi”? São os famosos carrinhos de mão que levam suas malas até as pousadas. Vale a pena, acredite! Não confiaram em mim, mas logo na primeira rampa voltaram atrás gritando pelo táxi (e ele ainda te leva direto para sua pousada, um mimo!). Como todo bom brasileiro, pode começar a pechinchar, porque R$10,00 por mala é preço pra gringo!

As Praias de Morro de São Paulo

A cidade é dividida de acordo com as praias: tem o centro e as praias numeradas 1, 2, 3 e 4. O centro tem restaurantes, pousadas e a noite acontece uma feirinha. A primeira praia é o ponto de partida dos surfistas e onde a tirolesa cai, mas tem muitas pedras e ninguém fica realmente lá. A segunda praia é onde tudo acontece! Bares, cadeiras de praia – e até cama na areia! -, boas pousadas. A terceira praia fica quase sempre coberta por água e é de onde saem as lanchas para os passeios.

Vista da Tirolesa. Na foto a primeira praia (direita), a segunda (ao centro) e o iníciozinho da terceira

Vista da Tirolesa. Na foto a primeira praia (direita), a segunda (ao centro) e o iníciozinho da terceira

A quarta praia, isolada, quieta, bonita, mar mais verde, mais raso. A maior praia. É lá que ficam os Resorts de Morro e onde o Petkovic tem sua casa. Não, nunca o vi jogando um futebolzinho de areia com a galera!

Praia do Encanto

Depois da quarta, ainda tem a Praia do Encanto, mas é muito longe para ir a pé. Eu até tentei, mas lembrei que tinha que voltar e… bem, aí eu voltei!

Conheci na segunda vez que fui a Morro, mas com uma Land Rover, passando pela pista que fica logo atrás. Na primeira vez, quando voltei, senti uma pequena frustração por não conhecer logo a Praia do Encanto, mas, na real, nem é tão encantadora assim! Deserta, muito rasa, bancos de areia lindos. Vale pelo romance, Esqueça se procura agito.

Praia do Encanto, a quinta praia.

Praia do Encanto, a quinta praia.

O Agito!

Por falar em agito, o lugar dele é na Segunda Praia! Impossível passar despercebido por lá! Assim que você colocar os pés na calçada, milhares de pessoas vão te oferecer passeios e te disputarão a laço para um ou outro restaurante (na verdade, para todos!). No início você ainda dá atenção, mas eu garanto que no 3oº dia, com cara de mau-humor, você dirá “já almocei” ou “já fiz esse passeio”.

Gastronomia em Morro

A comida em geral é boa e com preços muito semelhantes. Quando você cansar de mariscos, peixes, camarão, recomendo tentar o Risoto de Camarão com limão siciliano do Casarão, o restaurante italiano Mediterrâneo (realmente italiano!) e o restaurante Papoula, de uma alemã que se mudou para a ilha. Simples e despretensioso, oferece ótimas opções, mais tranquilidade, preços ótimos e o atendimento da dona com aquela comidinha com tempero de casa!

Não posso deixar de falar do pôr-do-sol da Toca do Morcego. Espaço incrível e disputado já a partir das 16h30, lounge e chill até o pôr-do-sol e depois uma bandinha tocando MPB, rock, pop com todos sentados em puffs, almofadas, bem a vontade no chão. Você vai querer voltar todos os dias! (Desaconselho em dias de chuva, de um “super programa”, vira “derrota total”). O legal é que é um dos poucos lugares que vemos o sol se pôr no mar, já que estamos de frente para o continente!

O pôr-do-sol é realmente lindo!

O pôr-do-sol é realmente lindo!

A noite em Morro de São Paulo

Enfim, chega a noite! Ahhhhh, a noite! Às segundas e às quintas-feiras tem luau na segunda praia. Infelizmente, nada de sentar na areia ao som do violão, como vocês, leitores com mais de 30 anos, devem ter imaginado. Esse é mais do tipo: tenda na praia, música de todo tipo, pessoas dançando e bebidas! Divertido!

Engraçado mesmo é a faixa que promove uma das festas permanentes da ilha: “Ibiza? Esqueça Ibiza! Venha para (festa)“! Vale pela auto-estima do organizador! As festas começam de madrugada com o melhor estilo tunts-tum, mix funk e música bahiana. Tudo bem, em festa ninguém está tão interessado assim nas músicas, não é mesmo?

A sofisticação de Ibiza com o mimo dos Taxis!

A sofisticação de Ibiza com o mimo dos Taxis!

E você fica encantado com a natureza, com a beleza do mar, com as baleias, os passeios a lagoas cristalinas, a felicidade estampada no rosto de todos e aí, um belo dia, você tem que ir embora! Lembra que eu falei que a viagem de volta no Catarmarã era pior?! Pois é, se não for no verão (época da águas mais calmas), desejo uma boa sorte! Ou então uma rota terrestre/marítima, que conto algum outro dia! Tenho certeza que você vai voltar de Morro querendo largar tudo e abrir uma pousada na praia! 😉

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Henrique é médico psiquiatra, curte rock e não dispensa uma boa culinária. É um apaixonado por Morro de São Paulo. Será que um dia ele não abre uma clínica por lá?

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