Huaca Pucllana

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E eis que há uma pirâmide no meio de Lima, a capital do PeruMas o que uma pirâmide faz ali? Eu fiz a mesma pergunta quando descobri a Huaca Pucllana, essa construção com um nome estranho e nada familiar aos brasileiros.

Pois é, saiba que a Huaca Pucllana (diz-se ruáca puiana) é uma pirâmide de barro e de adobe no meio do bairro de Miraflores, um dos principais da capital peruana. O nome que soa pouco familiar vem da língua quéchua, a língua dos nativos locais, os mesmos que construíram Machu Picchu.

Detalhes da Huaca Pucllana, a pirâmide de adobe no centro de Lima.

Detalhes da Huaca Pucllana, a pirâmide de adobe no centro de Lima.

Mas o que significa esse nome?

Bom, o nome é derivado da palavra pucllay, que significa jogo, e pode ser traduzido como um local para jogos ritualísticos. Em suma, ela servia como um importante centro administrativo da cultura limenha, uma sociedade que se desenvolveu entre os anos 200 e 700 d.C..

A pirâmide tem 25 metros de altura e está em uma área imensa, que chegou a ter 20 hectares, mas que muito desse terreno foi tomado pelas construções contemporâneas de Lima. Atualmente o sítio arqueológico está protegido e a área foi declarada patrimônio cultural.

O contraste entre a pirâmide e os prédios de Lima.

O contraste entre a pirâmide e os prédios de Lima.

A construção!

A pirâmide foi construída com o intuito de demonstrar o poder da elite que governava a população. Eles queriam mostrar seu poder religioso e a habilidade que tinham sobre os recursos naturais, especialmente sobre a água, já que Lima é uma cidade com índice pluviométrico baixíssimo.

Visitando!

As visitas só são possíveis com guias, mas não é necessário agendar. O único inconveniente é que se chegar lá, há que esperar o próximo grupo sair. Além do mais, para conhecer todo o complexo a visita demora cerca de 1h30.

Durante o passeio é possível ver como se vestiam e se portavam os moradores da cultura limenha.

Durante o passeio é possível ver como se vestiam e se portavam os moradores da cultura limenha.

O bom disso tudo é a oportunidade de entender, de fato, o que se passou ali e como é todo o complexo, bem como toda a engenharia utilizada no local, além de dados históricos da civilização que viveu na região de Lima.

No percurso os viajantes passam também por uma zona onde criam-se lhamas e cuys, animais presentes na culinárias dos limenhos (até hoje presentes) e por hortas com produtos típicos da região, como uma plantação de coca.

A lhama, animal típico do Peru e presente também na culinária local.

A lhama, animal típico do Peru e presente também na culinária local.

Os passeios guiados são feitos em inglês, espanhol, francês, português e japonês. 

Huaca Pucllana
Calle General Borgoño cuadra 8 S/n
Fechada às terças-feiras
das 9h às 17h
Valor – 12,00 Soles

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Detalhes da Huaca Pucllana. 7 andares em 24 metros.

Detalhes da Huaca Pucllana. 7 andares em 24 metros.

A criação de cuys - os porquinhos da índia serviram de alimentação aos limenhos.

A criação de cuys – os porquinhos da índia serviram de alimentação aos limenhos.

Detalhes da pirâmide Huaca Pucllana e a cidade de Lima ao fundo.

Detalhes da pirâmide Huaca Pucllana e a cidade de Lima ao fundo.

Lhamas se alimentando no criadouro da Huaca Pucllana. Animais serviam também como alimento.

Lhamas se alimentando no criadouro da Huaca Pucllana. Animais serviam também como alimento.

A extensa área da Huaca Pucllana e a pirâmide ao fundo.

A extensa área da Huaca Pucllana e a pirâmide ao fundo.

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