Madagascar! O incrível relato da Nancy!

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Madagascar ficou imortalizado depois da famosa animação dos animais que fogem do zoológico! Mas a ilha é muito mais do que lêmures e é muito mais do que o famoso I like to move it, move it!

Ficou curioso? Chega aqui e confere o excelente post da Nancy Nóvoa, que foi conferir a ilha e suas incríveis e surreais paisagens, além dos lêmures e de todos os animais únicos de lá! Se liga no post! We like to move it!

Por que Madagascar?

Madagascar aguçava a minha curiosidade desde aquela música que eu ouvia no início da adolescência: Aiê Madagascar Olodum… E ficou tão famosa por causa do filme que, depois de ver tantas vezes com meus sobrinhos, entrou definitivamente pra minha lista de sonhos.

Eu tinha comprado passagem pra África do Sul numa super promoção, então era óbvio que teria que visitar a ilha. Foi aí que descobri que não era nem tão fácil, nem tão barato. O trecho Joanesburgo-Antananarivo custou quase o dobro do preço que eu paguei de São Paulo pra chegar na África. Mas claro que fui!

Nancy e a escalada final de Tsingy, a flores de pedra de Madagascar. (Foto: Nancy Nóvoa.)

O espetacular pôr do sol na Alameda dos Baobás. (Foto: Nancy Nóvoa.)

Principais pontos de Madagascar!

Quando pesquisei sobre o país, vi que os pontos turísticos principais são a Avenida dos Baobás, Tsingy (Floresta de Pedra) e várias praias lindas. Eu não abriria mão dos três.

Desafiando a logística!

O grande problema era que os vôos internos eram escassos e caros e o transporte público disponível era o Taxi Busse, uma van que fica parada no meio da rua em um lugar movimentado que vai pro lugar que tiver mais passageiro procurando.

A vida pelas estradas de Madagascar. (Foto: Nancy Nóvoa.)

A esperada chegada à Tsingy. (Foto: Nancy Nóvoa.)

Além de não ter muito tempo disponível, eu fiquei apreensiva de cair na estrada sozinha com a minha prima. Não conseguia muitas notícias sobre segurança e nem todo mundo fala francês por lá, sobretudo nos interiores. Procurei então as agências de viagem. Geralmente os turistas se deslocam em 4×4 por aquelas bandas.

Tive boas indicações do Rija Tours no TripAdvisor. Combinei tudo por e-mail por um preço mais baixo que todos os outros orçamentos. A empresa é totalmente doméstica. Nosso guia, Ângelo, nos buscou no aeroporto e nos levou pra casa de Rija na periferia de Antananarivo. Ele nos recebeu no jardim vestido de caubói, ao lado da esposa e uma penca de filhos. Pagamos o combinado em euros e seguimos para 11 dias de estrada.

O guia Rija, do Rija Tour. Busca no aeroporto e faz um roteiro completo por Madagascar. (Foto: Nancy Nóvoa.)

Belo Sur Mer e o Canal de Moçambique – recortes das praias de Madagascar. (Foto: Nancy Nóvoa.)

Os caminhos de Madagascar

A infraestrutura do país é bem ruim. A rodovia, quando existe, é mal asfaltada, estreita, sem acostamento e sem sinalização. Muitas partes eram um verdadeiro rally. Isso quer dizer que grande parte da viagem nós passamos no sacolejo do caminho. Mas valeu a pena cada esforço.

Com algumas paradas, chegamos a Morondava que fica a uns 700 km da capital. A cidade já fica no Canal de Moçambique e tem uma praia bem bacana, com aquele azul acinzentado. A Avenida dos Baobás é passagem para se alcançar o mar. É uma rua de terra com aquelas árvores gigantescas. Uma paisagem super diferente que merece a contemplação demorada, principalmente no pôr do sol.

As águas de Belo Sur Mer, no Canal de Moçambique. (Foto: Nancy Nóvoa.)

De lá seguimos pra Belo Sur Mer. À princípio, fiquei super assustada na estrada, pois tiveram vários bloqueios. Depois o guia me explicou que a comunidade faz melhoras na estrada e pede uma colaboração por isso. E de fato poderíamos ter feito outro caminho, que seria bem mais difícil e demorado.

Lá conhecemos um grupo de 20 turistas franceses cujo ônibus sofreu tentativa de assalto por homens armados. Conseguiram desviar e sair ilesos. Foi um grande susto. Bom que isto ainda não é tão comum em Madagascar.

Nancy e a prima em cima da 4×4, com a Alameda dos Baobás ao fundo. (Foto: Nancy Nóvoa.)

Belo Sur Mer

Belo Sur Mer é uma vila de pescadores mais ao sul de Morondava. Lindo, inexplorado, calmo. Ficamos num dos hotéis mais simples de lá, Tsara Belo. O dono, um francês, vive lá com seu filho adolescente que nasceu na Moldávia.

Os bangalôs não têm vista pro mar, mas precisa caminhar apenas um minutinho pra dar de cara com aquela praia linda de água transparente e areia branca e macia. Comi peixes e caranguejos maravilhosos com ótimo preço.

Detalhes da areia branca e do mar azul de Belo Sur Mer e a simples, mas presente, bandeira de Madagascar. (Foto: Nancy Nóvoa.)

Tsingy

Depois fiquei tanto tempo na estrada que até me perdi em tempo e distância. A floresta de pedra, Tsingy, é longe de tudo, no meio do nada. Tem hotéis bons ao redor pelo grande fluxo de turistas. Precisamos fazer uma trilha pelo parque e uma pequena escalada pra chegar ao topo.

Os equipamentos de segurança são escassos. Enquanto eu subi parecendo o Indiana Jones, o guia nativo subiu de bermuda e chinelo. E a gente vê aquelas pedras afiladas como vários palitos de rochas unidos numa paisagem estarrecedora. E vários lêmures pelo meio do caminho…

Tsingy, a floresta de pedra que um dia já foi fundo do mar, e a Nancy, em um momento que resume o sentimento de ter chegado ao alto da floresta! (Foto: Nancy Nóvoa.)

O equipamento básico para escalada dos turistas e o equipamento dos guias nativos… que diferença… (Foto: Nancy Nóvoa.)

Desci tão impressionada que demorei um pouco pra me recolocar na paisagem da estrada. Fiquei um tempo em outra dimensão… No final das contas, Madagascar foi um país de caminhos difíceis mas de paisagens inacreditáveis!

Os lêmures tão perto nos olhando nos olhos, árvores imensas e montanhas de pedras pontiagudas que tocam o céu e o mar sereno me trazendo calma… Madagascar é o sonho do filme. E eu amei ser a personagem principal.

Um lêmure se esconde no tronco de uma árvore, um dos segredos mal guardados de Madagascar. (Foto: Nancy Nóvoa.)


Nancy é aficionada por viagens e conta cada centavo em milhas pra viajar. Vai dizer que você, leitor deste post, também não é assim?

Nancy comemora a passagem pela Alameda dos Baobás.. (Foto: Nancy Nóvoa.)

Nancy comemora a subida ao topo da floresta de pedra Tsingy, no meio de Madagascar. (Foto: Nancy Nóvoa.)

Nancy tira foto com uma nativa de Madagascar e mostra a máscara de sol que elas utilizam. (Foto: Nancy Nóvoa.)

A foto panorâmica da Alameda dos Baobás dá uma ideia da imensidão do local. (Foto: Nancy Nóvoa.)

One Response

  1. Anonymous
    Anonymous 06/01/2018 at 3:25 pm | | Reply

    Relato inspirador!!!

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