Mascate e o incrível Sultanato do Omã

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Ele não é tão famoso quanto Dubai ou Abu Dhabi, nem entrou no circuito como o Qatar. Mas ele está ali, do ladinho, bem na ponta do Oriente Médio.

Ele é diferente, é incrível, é uma surpresa e é um lugar seguro. Te apresento um pouquinho do Sultanato do Omã!

Ah, se estiver perdido e não tiver ideia de onde fica o Omã, dá uma coladinha no mapa abaixo! É o país na parte leste do Oriente Médio, com um amplo acesso ao mar e ao estreito que dá acesso ao Golfo Pérsico.

Um pouco da história recente do Omã

Encrustado no sudeste da Península Arábica, o Omã viveu tempos de prosperidade, em silêncio e sem chamar muita atenção do mundo. Calmaria social e algum bom desenvolvimento econômico, sem se deixar contagiar pela ocidentalização de outros destinos do Golfo.

Os omanis atribuem essa calmaria e esse desenvolvimento ao Sultão Qaboos, que assumiu o poder em 1970, depois de destituir o próprio pai! Ele é idolatrado pelos omanis – e também pelos estrangeiros residentes! Como sultanato, o Sultão detém o poder absoluto e tem governado o Omã desde então sem sobressaltos e com um alto índice de apoio espontâneo, como é fácil e curioso notar dos locais!

O Sultão Qaboos é figura onipresente no Omã.

O Sultão Qaboos é figura onipresente no Omã.

Detalhes da Grande Mesquita Sultão Qaboos, em Mascate.

Detalhes da Grande Mesquita Sultão Qaboos, em Mascate.

O Sultão é quem dita as regras econômicas, sociais e religiosas do país e é o cara quem dá as cartas em tudo! Arrisco até a dizer que ele conseguiu uma ótima estabilidade em uma região pra lá de instável e, pouco a pouco, parece que vai colocando o Omã em posição cada vez mais notável no cenário mundial.

Quase tudo o que você vivenciar no Omã vai te lembrar do Sultão Qaboos, seja pelo nome das principais coisas do país (Avenidas, Mesquitas, ruas), seja porque há foto dele espalhada em tudo quanto é lugar, inclusive nas casas das pessoas!

A Ópera Real de Mascate, obra também do Sultão Qaboos.

A Ópera Real de Mascate, obra também do Sultão Qaboos.

Grande Mesquita do Sultão Qaboos de Nizwa! Sim, há mais de uma mesquita com o nome do Sultão Qaboos.

Grande Mesquita do Sultão Qaboos de Nizwa! Sim, há mais de uma mesquita com o nome do Sultão Qaboos.

Por que visitar o Omã?

Esqueça o mundo árabe moderno onde tudo é o maior, o melhor, ou o primeiro do mundo! Simplesmente esqueça… o Omã não tem nada de megalomaníaco em uma região onde a megalomania prevalece.

E é justamente por isso que, a meu ver, ele ganha em relação aos demais – você vai encontrar um rico e preservado patrimônio histórico, um grande traço de identidade e uma cidade moderna, que não abriu mão de sua cultura pra se ocidentalizar a qualquer custo.

Artefatos de barro no souq de Nizwa - uma tradição que se mantém há séculos.

Artefatos de barro no souq de Nizwa – uma tradição que se mantém há séculos.

As tradições do passado, o orgulho de fazer parte da Rota do Incenso e a cultura dos beduínos do deserto estão presentes por todo o país. Além disso, é um grande destino para os mais aventureiros, porque apresenta vários passeios fora do lugar comum do turista mais normal. O Omã oferece uma extensa costa, um deserto incrível e uma região montanhosa só sua, com características bastante próprias.

É o destino perfeito pra quem quer fugir daquele mundo árabe modernoso e pretende conhecer um pouquinho da alma árabe tradicional.

Aventuras no deserto de Wahiba, com 4x4 nas dunas! É quase uma Genipabu omani!

Aventuras no deserto de Wahiba, com 4×4 nas dunas! É quase uma Genipabu omani!

Trekking pelos Wadis, verdadeiros oásis entre as montanhas omanis.

Trekking pelos Wadis, verdadeiros oásis entre as montanhas omanis.

Tradição que se renova, na Grande Mesquita Sultão Qaboos!

Tradição que se renova, na Grande Mesquita Sultão Qaboos!

Cerâmicas tradicionais do Omã - presentes até os dias atuais.

Cerâmicas tradicionais do Omã – presentes até os dias atuais.

Aventura nas montanhas de Al Hajar, uma região única no Oriente Médio.

Aventura nas montanhas de Al Hajar, uma região única no Oriente Médio.

Refresco no Wadi Shab, um verdadeiro oásis no Omã!

Refresco no Wadi Shab, um verdadeiro oásis no Omã!

Os custos no Omã

O Omã é um país caro. Serei bem sincero com você! Mas é possível sobreviver sem grandes traumas… a moeda é o Omani Rial e está bem valorizada. Em uma conta de padaria, bastante arredondada, 1,00 Rial equivale a R$ 10,00 (aproximadamente, 1, Rial equivale a R$ 8,15, mas você perde quanto compra dólar e, depois, quando compra Rial). 1,00 rial são também USD 2,60 ou € 2,21 (atualize a conversão antes de ir!).

Mesmo sendo caro, pra quem está acostumado com preços paulistanos, dá pra sobreviver sem quebrar a banca, mas vale evitar abusos!

Fique atento ao dinheiro! Além do Rial, eles usam também a Baisa, que são centésimos de 1,00 Rial. Assim, 500 Baisas equivalem a 0,5 Rial. Esse Baisa pode ser entendido também como parte das moedas, porque são a fração do menor valor de Rial existente!

Omani Rial, a moeda local do Omã.

Omani Rial, a moeda local do Omã.

A cultura dos beduínos e a tradição omani

Visitar o Omã foi surpreendente também pela sensação de acolhimento do turista e o interesse deles pelos estrangeiros! Me sinti como um gringo no Brasil! Dizem que isso vem da cultura dos beduínos no deserto, que estavam acostumados a receber várias pessoas em seus acampamentos, oferecendo água, comida e um ponto de descanso.

É curioso que em qualquer lugar que eu fui, tanto em casas de locais, quanto em hotéis, agências bancárias, mercadinhos e outros locais públicos, há tâmaras e café disponíveis para quem quiser! O café omani é meio aguado, mas dá pro gasto! As tâmaras são sensacionais de tão boas que são! Parece algo como nosso café e pão de queijo, mas no Omã isso é tão comum e tão “pra quem quiser” que se destaca em relação ao Brasil!

Tradição que se mantém! No Omã oferecer cafés e tâmaras é mandatário!

Tradição que se mantém! No Omã oferecer cafés e tâmaras é mandatário!

Casal omani em trajes típicos passeiam pelo parque de Al-Qarm, em Mascate.

Casal omani em trajes típicos passeiam pelo parque de Al-Qarm, em Mascate.

Mascate, a Capital!

Mascate é a capital e a principal cidade do Omã. É praticamente a única que recebe voos internacionais e, por isso mesmo, é a porta de entrada do sultanato (Salalah também recebe voos internacionais, mas está do outro lado do mapa…).

A cidade foi inteira renovada pelo Sultão Qaboos ao longo dos últimos anos e tem demonstrado um renascimento econômico e turístico muito bacana e, vamos combinar, bem mais original do que suas irmãs mais famosas, Dubai, Abu Dhabi e Doha – Mascate conseguiu conservar muito bem os seus traços originais, mesmo com a modernização que insiste em chegar!

A Grande Mesquita do Sultão Qaboos, um dos principais pontos de Mascate.

A Grande Mesquita do Sultão Qaboos, um dos principais pontos de Mascate.

Entre 2 e 3 dias é tempo mais do que suficiente pra explorar os principais pontos de Mascate. Vou te explicar quais são pra você se organizar. Apesar de um pouco grande, a locomoção é rápida na cidade e os deslocamentos só ficam ruins nos horários de pico (entre 17h e 19h).

E, sim, você vai encontrar várias referências portuguesas durante sua visita à cidade – Mascate chegou a ser dominada pelos portugueses por mais de um século (lembra da Operação Mascate, da Polícia Federal?). Das luminárias nas ruas de Mascate às pedras nas calçadas e até um forte no lado oeste do Corniche! Ainda há marcas dos portugueses por ali!

O Mutrah Fort, ao final da Corniche de Mascate, foi construído pelos portugueses!

O Mutrah Fort, ao final da Corniche de Mascate, foi construído pelos portugueses!

Grande Mesquita do Sultão Qaboos

Embora você possa ter conhecido a Mesquita do Sheikh Zayed, de Abu Dhabi, e ter ficado impressionado com ela, saiba que, até a existência da Mesquita de Abu Dhabi, a maior do mundo era a Grande Mesquita do Sultão Qaboos. Hoje ela é a segunda maior do mundo!

A Mesquita abre para não muçulmanos em horários específicos de visitação. Mulheres precisam estar com véu, braços e ombros cobertos. Calçados são proibidos no interior dos templos.

Não se preocupe com logística, há armários para guardar seus calçados e, caso esqueça alguma vestimenta obrigatória, poderá alugar. A estrutura foi feita para atender (e atende bem) aos turistas, inclusive àqueles menos avisados!

O imenso tapete persa no hall principal da Grande Mesquita do Sultão Qaboos.

O imenso tapete persa no hall principal da Grande Mesquita do Sultão Qaboos.

Palácio Al Alam do sultão Qaboos

Serei sincero… me parece um dos pontos menos interessantes de Mascate, mas vou registrar! Além de só poder ver por fora, a arquitetura me pareceu meio esquisita e pouco interessante… não acho que valha a pena conhecer, mas fica o registro…

Royal Opera House de Mascate

Vamos lá! Pense nas casas de ópera da Europa, misture com a excentricidade e a riqueza árabe, atualize a construção pro final do século passado e, pronto, você tem a Royal Opera House de Mascate!

Linda por dentro, tem detalhes árabes em todos os seus cantos, mas não foge da arquitetura europeia tradicional e nem se distancia da finalidade de ser uma casa de óperas que, vamos combinar, tem tudo a ver com a Europa e (quase) nada com o Oriente Médio.

O palco da Ópera Real de Mascate e a influência europeia sobre o Sultão Qaboos.

O palco da Ópera Real de Mascate e a influência europeia sobre o Sultão Qaboos.

Inaugurada em 2001, foi idealizada (como quase tudo no país) pelo próprio Sultão Qaboos, possivelmente influenciado pelo tempo em que foi criado no Reino Unido!

Recomendo uma visita pra conhecer os detalhes árabes na construção e, depois, visitar o resto do complexo, a Opera Galleria, um shopping pra lá de caro, mas que vale a visita! Tem até uma filial da parisiense Fauchon.

O interior da Opera Galleria, no complexo que abriga a Ópera Real de Mascate.

O interior da Opera Galleria, no complexo que abriga a Ópera Real de Mascate.

Detalhes da arquitetura árabe na Ópera Real de Mascate.

Detalhes da arquitetura árabe na Ópera Real de Mascate.

A Corniche e o Muttrah Souk

Um dos pontos mais bacanas de Mascate! Antes de mais nada, lembra que eu falei dos portugueses? Pois é, passaram por aqui e deixaram lembranças bem vivas, como os postes e o calçadão de pedras!

Bom, Corniche é a palavra árabe pra definir uma rua margeando uma costa! E em Mascate ela é exatamente isso, a avenida da zona portuária e do centrinho mercantil da cidade. É bem ali que os navios atracam, incluindo os cruzeiros.

Detalhes do calçadão de pedras da Corniche! Árabe ou português?

Detalhes do calçadão de pedras da Corniche! Árabe ou português?

A região tem vários restaurantes, alguns pega-turistas, e lojinhas diversas, mas o principal atrativo é o Muttrah Souq, um verdadeiro mercado árabe, com tudo o que você possa imaginar e também com tudo o que você nunca imaginou! Se perder por ali faz parte do passeio!

É ótimo comprar um monte de quinquilharia, é curioso descobrir algumas coisas que você certamente não tem dinheiro pra comprar (se tiver, por favor, me chame pra ser seu amigo!). É um mercado árabe espetacular, mas não é muito grande e… como tem o porto, tem várias mercadorias da Índia, do Sri Lanka, de Myanmar e de vários países asiáticos. Então, dá pra comprar aquela almofada árabe que sua tia sempre quis e, ao mesmo tempo, aquele elefante hindu, aquela lamparina turca ou aquele incenso indiano.

A entrada do Muttrah Souq, iluminada durante a noite de Mascate.

A entrada do Muttrah Souq, iluminada durante a noite de Mascate.

Vende-se de tudo no Muttrah Souq de Mascate.

Vende-se de tudo no Muttrah Souq de Mascate.

O Mercado de Ouro de Mascate! Todo mundo entra mas só compra quem tem dinheiro!

O Mercado de Ouro de Mascate! Todo mundo entra mas só compra quem tem dinheiro!

Passeio de barco pela costa

Você ainda pode se aventurar pelo mar do Golfo como os antigos omanis faziam e pagar um passeio em um barco de madeira, chamado de Dhow. A depender da época é possível ver golfinhos e baleias. Pra quem já fez os passeios em Doha, os barcos são bastante parecidos, mas os passeios em Mascate são mais bacanas porque a costa é rochosa, além de ser um pouco menos “pré-moldado” que os de Doha.

Um antigo Dhow em exposição no Parque Al-Qurm.

Um antigo Dhow em exposição no Parque Al-Qurm.

Destinos além de Mascate

  1. Fora Mascate, o principal destino é Nizwa, a antiga capital do Omã e a cidade que servia de conexão mercantil entre o litoral e o interior. Além disso, é a base pra explorar a região montanhosa de Al Hajar, incluindo o complexo montanhoso de Jebel Akhdar e a mítica Jebel Shams, o ponto mais alto do Omã, a 3.075 metros de altitude. Nizwa serve de base também pra conhecer o Forte de Bahla e o Castelo de Jabrin, além de entender como funcionavam as antigas cidades e o sistema de irrigação local e, claro, avistar centenas de plantações de tâmaras!
  2. Depois de Nizwa, o autêntico deserto de Wahiba é uma ótima chamada para os aventureiros, com possibilidade de acampar por uma ou duas noites!
  3. Ali perto tem Sur, um balneário com diversas opções de hospedagem pé na areia, com chance de acompanhar desova de tartarugas e fazer mergulho.
  4. Pro outro canto do país, Salalah está menos conectada com o resto do Omã, inclusive separada por um extenso deserto. O destino oferece praias praticamente desertas e alguma aventura em um cenário por vezes menos árido que o resto do Omã. Se for, recomendo que vá de avião!
  5. Por fim, tem Khassab, uma pontinho do território Omã que fica descontinuada. Pra chegar até lá, duas sugestões! Ou alugar um carro e cruzar os Emirados Árabes ou, a melhor forma, fazer um passeio de um dia saindo de Dubai, aproveitando uma escala ali. Acho que deva ser interessante conhecer Kassab, mas não vale o stress de fazer isso enquanto se visita a parte principal do Omã. Aproveite uma visita a Dubai pra fazê-lo!
Um dos Wadis, como são chamados os rios que cortam as montanhas do Omã.

Um dos Wadis, como são chamados os rios que cortam as montanhas do Omã.

Um dos acampamentos no deserto, uma experiência imperdível no Omã.

Um dos acampamentos no deserto, uma experiência imperdível no Omã.

As montanhas de Jebel Akhdar, uma região única no Golfo.

As montanhas de Jebel Akhdar, uma região única no Golfo.

O Forte de Bahla, patrimônio da UNESCO.

O Forte de Bahla, patrimônio da UNESCO.

O interior do Nizwa Souq, bem mais e mais autêntico que o Muttrah Souq.

O interior do Nizwa Souq, bem mais e mais autêntico que o Muttrah Souq.

Wadi no alto das Montanhas de Al Hajar.

Wadi no alto das Montanhas de Al Hajar.

Cuidado - animais na pista!

Cuidado – animais na pista!

Nizwa e arredores!

Nizwa está a apenas 160km de Mascate e é fácil chegar, em uma estrada muito bem cuidada e tranquila de dirigir! 2h e você chega com tranquilidade!

Pra ser prático, aproveite e faça Nizwa como base pra conhecer as montanhas do Omã, além de outros pontos de interesse todos muito próximos e que você pode conhecer combinando vários em um mesmo dia, como o Forte de Bahla, o Castelo de Jabrin, o Souq de Nizwa (bem mais interessante e diversificado que o souq de Mascate), outra Mesquita do Sultão Qaboos, a Caverna de Al Hoota (confirme período de funcionamento) e algumas pequenas cidades nos arredores, pra entender como era a vida alguns séculos atrás.

Mercado de tâmaras em Nizwa - um verdadeiro paraíso árabe!

Mercado de tâmaras em Nizwa – um verdadeiro paraíso árabe!

Plantação de tâmaras do alto do Castelo de Jabrin, outro patrimônio da UNESCO no Omã.

Plantação de tâmaras do alto do Castelo de Jabrin, outro patrimônio da UNESCO no Omã.

Jebel Akhdar e Jebel Shams

Pra explorar a região de Jebel Akhdar ou visitar a Jebel Shams, separe pelo menos um dia inteiro. Se quiser conhecer os dois pontos, pelo menos dois dias! Eles não se comunicam e tem logísticas distintas!

Pra ambos os casos, um 4×4 é obrigatório! Há uma barreira que impede quem não tem 4×4 de prosseguir!

Jebel Shams é basicamente uma montanha, o ponto mais alto do Omã, que te custa tempo pra chegar até lá! Obviamente, será compensado com o passeio e com a vista do local!

Jebel Akhdar é completamente diferente! É uma região montanhosa com diversos pontos de interesse, como vilas antigas abandonada, cidades no alto das montanhas, a famosa Rosa Damascena (apenas na primavera) e um pouco da vida omani local. Passei um dia explorando o local e achei que valeu a pena. Acredito que ir com guia faz toda a diferença, porque eles conhecem as estradas, os caminhos e as histórias, sem ter que ficar perdendo tempo pesquisando rotas e caminhos!

Pra quem quiser se hospedar nas montanhas, sugiro o 5 Estrelas Anantara Al Jabal Al Akhdar Resort, da excelente rede Anantara e no coração das montanhas! Dê uma conferida nas fotos e no cenário!

Jebel Akhdar, com cidades e plantações e a vida no alto das montanhas.

Jebel Akhdar, com cidades e plantações e a vida no alto das montanhas.

A estrada entre as montanhas de Jebel Akhdar.

A estrada entre as montanhas de Jebel Akhdar.

Acampando no deserto de Wahiba!

Há várias opções de night camp no famoso Wahiba Sands, o deserto mais famoso do Omã. A maioria dos pacotes inclui o mesmo programa, variando apenas conforme o luxo ou o lixo de cada um, a depender do seu orçamento!

O mais famoso e mais caro deles é o 1000 Nights Camp, que tem até piscina! Pra orçamentos mais contidos, o Desert Nights Camp ou o Safari Desert Camp fazem bem o papel! Fiquei no Desert Wonders Camp e achei o serviço muito bom, mas a comida mediana. Na próxima, mudaria mais pela comida do que pela estrutura.

O pôr do sol nas areias de Wahiba, uma incrível lembrança do Omã.

O pôr do sol nas areias de Wahiba, uma incrível lembrança do Omã.

Fogueira pra esquentar a noite no deserto de Wahiba.

Fogueira pra esquentar a noite no deserto de Wahiba.

Eles atendem a todos os tipos de turistas. Há um ponto de encontro em alguma cidade próxima ao deserto. Todo mundo precisa ir até lá no horário combinado. Quem está sem carro, só embarcar com os guias. Quem tem carro, seguirá junto até um estacionamento do escritório deles.

Quem tem 4×4 pode escolher seguir no próprio carro ou deixar no estacionamento junto com os demais. Vale a pena ir no 4×4. Eles dão todo o apoio necessário, inclusive se o carro atolar, esvaziam os pneus pro deserto e calibram de novo ao retornar.

Pegadas nas areias de Wahiba, o deserto mais famoso do Omã.

Pegadas nas areias de Wahiba, o deserto mais famoso do Omã.

As rotas dos 4x4 no deserto do Omã. Vale a pena a experiência.

As rotas dos 4×4 no deserto do Omã. Vale a pena a experiência.

A entrada do acampamento de Wahiba Sands.

A entrada do acampamento de Wahiba Sands.

Wahiba sands - areia e mais areia na infinitude do Omã.

Wahiba sands – areia e mais areia na infinitude do Omã.

No deserto, há diversas opções de passeios, a maioria paga a parte, como ski-bunda ou passeio com camelos. Vale a pena subir alguma duna pra ver o sol se pôr e também, logo cedo, pra ver o sol nascer no deserto. Sempre bom ter um casado à mão porque faz bastante frio durante a noite. Segue abaixo um pequeno vídeo da direção no deserto!

Os Wadis e o lado molhado do Omã!

De tudo o que eu conheci do Omã, ter conhecido os Wadis foi das coisas mais legais que tive a oportunidade de fazer. Há Wadis em praticamente todo o território e sempre terá um perto de você! E pra todo tipo de turismo também, incluindo aqueles com longa caminhada e aqueles com super estrutura pro turista!

As águas refrescantes do Wadi Shab, um oásis no meio do Omã.

As águas refrescantes do Wadi Shab, um oásis no meio do Omã.

Basicamente, um Wadi é um despenhadeiro, um cânion, com um rio embaixo. São verdadeiros oásis no meio da aridez do Oriente e entrar na água é quase mandamental! Além da aventura, são lugares super bonitos pra curtir um contato com a natureza – diferente de tudo o que a gente conhece no Brasil!

Pra quem não pretende se afastar de Mascate, a pedida é o Wadi Shab e, um pouco antes, o Bimmah Sinkhole, que, vá lá, não é um Wadi propriamente dito mas é uma ótima oportunidade pra conhecer um poço e se refrescar nas águas do Omã, além de ser um tido como um dos sinkholes mais bonitos do mundo!

Pra quem pretende pegar estrada, sugiro o Wadi Bani Khalid, perto da entrada de Wahiba Sands.

Os cânions que guardam as águas do Omã.

Os cânions que guardam as águas do Omã.

O antigo sistema de captação e abastecimento de água vinha direto dos Wadis e alguns funcionam até os dias atuais.

O antigo sistema de captação e abastecimento de água vinha direto dos Wadis e alguns funcionam até os dias atuais.

Sur e a costa sul

Pra relaxar a tirar uns dias de folga, pense em Sur como destino! A poucas horas de Mascate, pode ser um retiro pós Wahiba pra descansar na beira mar ou, caso seja animado, pra mais algumas aventuras aquáticas, especialmente mergulho, observação de golfinhos e de tartarugas!

Se for, dá pra tentar emendar a visita na ida ou na volta com o Wadi Bani Khalid, na estrada de Wahiba ou o Wadi Shab, na estrada pra Mascate.

Quanto tempo ficar no Omã?

  • Se seu objetivo é conhecer apenas Mascate, 3 diárias são suficientes.
  • Se quiser conhecer outros destinos, como Nizwa e as montanhas pense em pelo menos 2 diárias extras, mas 3 te deixarão com a vida mais tranquilas!
  • Destinos com Sur, Seeb ou o deserto, acrescente 1 diárias pra cada um deles!
  • Salalah ou Khassab, mais 2 diárias, pelo tempo de deslocamento!
  • Wahiba Sands, uma diária a mais, com a possibilidade de acrescentar outra, caso queira viver bastante o deserto!

Quando ir?

No verão é realmente muito quente e pouco recomendado… um dia no deserto e você pode passar um baita desconforto. Primavera e outono são as melhores estações. No inverno não fica tão ruim, mas a duração do dia será menor, o que, vamos combinar, não é muito bom pra nenhum viajante! Com a temperatura ainda mais amena, pode ser uma boa viajar no inverno – as noites são um pouco frescas.

A primavera tem um destaque especial! As rosas de Damasco ou Rosas da Montanha florescem nas montanhas de Jabal Akhdar e mudam completamente o cenário (confira no Google um gostinho!)!

Como chegar?

Mascate está ligada a várias cidades europeias mas o melhor jeito é fazer escala em Dubai, Abu Dhabi ou Doha. A Oman Air opera voos das principais cidades do Golfo e, vá lá, é uma companhia mediana mas dá pro gasto!

É possível chegar de carro via Emirados Árabes, mas isso recomendo para os turistas menos convencionais. De navio, há vários cruzeiros que partem de Dubai ou de outras regiões do Golfo e costumam fazer uma escala de um dia em Mascata – não dá pra fazer aquele mega roteiro, mas dá pra ter uma ideia da Mesquita e da Corniche!

Avião da Oman Air, a companhia oficial do Omã.

Avião da Oman Air, a companhia oficial do Omã.

Brasileiro precisa de visto pra entrar no Omã?

Precisa, sim! Mas não se preocupe que é bem mais fácil do que você pensa! Além do visto, precisa de passaporte com validade superior a 6 meses poder entrar!

Você pega o visa on arrival, assim que chegar ao aeroporto! Custa OMR 5,00 (até 10 dias) e OMR 20,00 (até 30 dias). Mas atenção a um detalhe! É possível combinar o seu visto de entrada nos Emirados ou no Qatar com o visto pro Omã. Certifique-se que, ao entrar nos EUA ou no Qatar, o responsável pela fronteira te dê o visto do Omã. Eu fiz isso e deu super certo! Paguei pelo visto do Qatar e consegui entrar no Omã sem ter que pagar novo visto!

E precisa também de vacina contra a febre amarela! Não esqueça de tirar o seu cartão internacional de vacinação!

Sugestão de roteiro!

Fiz um roteiro de 5 dias, mas achei pouco. Recomendo pelo menos 7 diárias, com o planejamento abaixo. Deixei no mapa os principais pontos marcados. De lá, só acrescentar os seus bate-e-voltas ou pit-stops no meio do caminho.

  • 1º dia – chegada a Mascate;
  • 2º dia – saída cedo de Mascate em direção a Nizwa; aproveitar tarde para conhecer Jebel Akhdar;
  • 3º dia – saída cedo de Nizwa para Jebel Shams; a tarde combinar Forte de Bahla, Castelo de Jabrin e Nizwa Souq + Castelo de Nizwa;
  • 4º dia – Al Hoota Cave + algum vilarejo próximo de Nizwa; check-out de Nizwa e caminho para Wahiba Sands;
  • 5º dia – saída de Wahiba Sands com parada no Wadi Bani Khalid e pernoite em Sur;
  • 6º dia – algum programa aquático ou descanso em Sur + parada no Wadi Shab + parada no Bimmah Sinkhole e pernoite em Mascate
  • 7º dia – Grande Mesquita do Sultão Qaboos + Opera Galleria + Corniche + Muttrah Souq;
  • 8º dia – retorno de Mascate.

 

Pra encerrar o post do Omã!

Se você já comprou sua passagem ou se está na dúvida, recomendo assistir ao programa Pedro pelo Mundo, em episódio gravado no Omã! Tem muita informação bacana sobre o país e os cenários são espetaculares!

Infelizmente o país ainda não foi descoberto pelos brasileiros e há pouca informação disponível na internet, mas pode ir seguro – o país está fora da confusão comum da região e o turista é muito bem quisto por ali!

Fique com mais fotos pra abrir seu apetite e dois links pra reservar hotéis em Mascate e em Nizwa!

Reserve aqui o seu hotel em Mascate.

Aqui pra reservar o seu hotel em Nizwa.

E quanto a você, leitor viajante, não deixe de compartilhar suas dicas e histórias de viagens pelo mundo! Escreva para o Bilhete Premiado e deixe a sua marca!

Os omanis são especialistas em fazer doces de tâmara - das melhores iguarias do Omã.

Os omanis são especialistas em fazer doces de tâmara – das melhores iguarias do Omã.

Coreto árabe no Parque Al Qarm.

Coreto árabe no Parque Al Qarm.

Cerâmicas tradicionais do Nizwa Souq.

Cerâmicas tradicionais do Nizwa Souq.

Detalhes do Parque Al Qarm, em Mascate.

Detalhes do Parque Al Qarm, em Mascate.

Pão sírio, chá e falafel.

Pão sírio, chá e falafel.

Detalhes do hall principal da Grande Mesquita do Sultão Qaboos.

Detalhes do hall principal da Grande Mesquita do Sultão Qaboos.

Camelos nas estradas do Omã.

Camelos nas estradas do Omã.

O interior do Castelo de Jabrin.

O interior do Castelo de Jabrin.

A imensa Mesquita do Sultão Qaboos.

A imensa Mesquita do Sultão Qaboos.

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