Os Caminhos de Machu Picchu

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Após o post dando um gostinho de Lima, alguns leitores sentiram falta de um post para tratar de Machu Picchu, o grande referencial quando o assunto é o Peru. E o país ainda ficou na moda por causa da novela da Globo, não é mesmo? Pra quem não conhece, pode ser uma boa desculpa pra ir até lá!

Mas chegar a Machu Picchu não é uma tarefa fácil. Apesar de ser Patrimônio da Humanidade, o acesso é um pouquinho complicado. Vamos desvendá-lo?

A Cidade Perdida de Machu Picchu.

A Cidade Perdida de Machu Picchu.

Preparativos!

Pois bem, a primeira coisa a se fazer é chegar até Cusco, a cidade que era o centro do Império Inca e, na língua quéchua, significa umbigo, em referência à crença dos incas de que Cusco era o centro do mundo. A dica ali é reservar pelo menos 2 noites antes de partir pra Machu Picchu. Explico: a altitude de 3.300 metros acima do nível do mar traz algumas sensações que você pode não estar habituado e encontrar algumas dificuldades de respirar. Subir escadas, então, vai exigir um pouco de esforço, especialmente para aqueles que não fazem muitos exercícios físicos. O segundo motivo é que Cusco oferece muitas coisas para conhecer e, uma vez ali, a melhor coisa é aproveitar para visitar o que a cidade oferece. O terceiro e mais importante motivo é que dali partem as trilhas para Machu Picchu. Vamos explicar cada um delas pra você. Que tal começar pela mais fácil?

Antigo jardim de Machu Picchu.

Antigo jardim de Machu Picchu.

Camino Sagrado

Então, a trilha mais fácil – e também a mais curta – é conhecida como Camino Sagrado. Com 16km de trilha, ela dura apenas dois dias e uma noite, ou seja, um dia inteiro de caminhada, descanso no acampamento e, na manhã seguinte já é Machu Picchu! O Camino Sagrado é uma ótima opção para quem quer caminhar mas tem pouco tempo pra viajar ou, então, para quem está com o orçamento um pouco apertado, porque essa trilha é mais barata que as outras duas.

Camino Inca

Depois, vem a trilha mais tradicional, o Camino Inca. Aqui são 42km e 3 noites dormindo em acampamentos, mas no quarto dia vem a recompensa. Os peregrinos acordam próximos à cidade de Machu Picchu e costumam chegar lá perto das 8h da manhã. É um horário sensacional para ver a cidade perdida. Fique atento somente porque esta é a trilha mais disputada e nem sempre há vagas de última hora. Recomenda-se, então, que as reservas sejam feitas com até 3 meses de antecedência.

Salkantay

Por fim, a mais difícil certamente é a Salkantay. Ela é menos extensa do que o Camino Inca, mas a subida chega a 4.629 metros. Ao total, são 3 noites em acampamentos (sendo a primeira a 3.900 metros de altitude, aos pés de uma montanha de neve, a Humantay) e 1 noite, necessariamente, em Águas Calientes. Acredite, para subir tudo isso, além de exigir um bom preparo físico, é necessário muita paciência porque a cada metro mais alto, mais difícil fica respirar. O ponto positivo é que, diferente do Camino Inca, é possível encontrar reservas para a Salkantay inclusive com um dia de antecedência – e o preço é menor. Quer mais pontos positivos? Os guias locais afirmam que esse é o caminho com as melhores paisagens. Ressalto, contudo, que você só deve escolher essa trilha se tiver um bom preparo físico. A Salkantay exige bastante dos peregrinos.

A Montanha Salkantay, com seus 6.271 metros e altitude máxima da trilha, a 6.426 metros.

A Montanha Salkantay, com seus 6.271 metros e altitude máxima da trilha, a 4.629 metros.

De Trem até Machu Picchu

Por fim, ainda existe uma última opção para os menos aventureiros. Ir de trem! Infelizmente o trem não sai de Cusco, mas de Ollantaytambo, um vilarejo cerca de 90km de distância de Cusco. De qualquer forma, para voltar de Águas Calientes, é necessário passar por lá também. Aqui seguem outras observações!

  1. Se você quer fechar com alguma das trilhas pra ir caminhando até Machu Picchu, normalmente elas já incluem o trajeto de volta no trem e uma van para te levar de volta até Cusco. Então, optou pela caminhada, confirme com a agência e fique tranquilo.
  2. Agora vem a parte para quem quer ir de trem para Machu Piccho. A primeira opção é um táxi até Ollantaytambo. Negocie bastante, porque eles vão querer cobrar um preço acima do normal. A opção mais segura é contratar uma van para te levar de Cusco até Ollantaytambo. Veja se o seu hotel pode fazer essa reserva pra você. Na volta, preocupe-se menos, porque assim que descer na estação aparecem diversos motoristas oferecendo serviço de transfer até Cusco. Negocie e, pra ter mais segurança, fique com os transportes em que tenham mais turistas com você.
"Mantenga el Peru Limpio." Inscrição no banheiro do trem de volta a Cusco.

“Mantenga el Peru Limpio.” Inscrição no banheiro do trem de volta a Cusco.

O trem para Machu Picchu

Indo de trem, você pode escolher a classe da viagem. Existe o VistaDome, que é a mais barata, o Expedition, uma categoria intermediária e duas classes de luxo, a Hiram Bingham e a Andrean Explorer. Se você optou por ir e voltar de trem, terá de comprar suas passagens por conta. Neste link você já escolhe os dias e horários. Compre a que preferir ou a que seu bolso puder pagar, mas não deixe de curtir a paisagem que é sensacional. Para quem quer ir andando e deixou nas mãos da agência de turismo, normalmente eles compram a mais barata, mas é possível alterar assim que chegar a Águas Calientes.

Ingressos para Machu Picchu

Por fim, quanto a Machu Picchu, se você optou por ir e voltar sem uma agência de turismo, compre seu ingresso com antecedência neste site. Fique atento na hora de comprar, na antiga cidade existem duas montanhas, uma chamada de Machu Picchu e outra conhecida por Wayna Picchu e é possível subir em ambas, com uma caminhada de cerca de 1h30 pra subir e mais 1h30 para descer (6h no total, ambas as montanhas). Entretanto, para subi-las, é necessário escolher essa opção na hora da compra do ingresso. Analise bem se quiser subir, em qual delas prefere subir e faça sua compra.

Chá de coca, essencial para aguentar a altitude da região dos Andes. O chá não é droga e, se não fizer bem, mal não faz.

Chá de coca, essencial para aguentar a altitude da região dos Andes. O chá não é droga e, se não fizer bem, mal não faz.

Esse é o básico que você precisa saber antes de se aventurar para o Peru. Em breve traremos mais informações a respeito desse fantástico país que fica pertinho do nosso Brasil. Se você já esteve no Peru e tem boas dicas pra compartilhar, clique aqui e conte pra gente!

Fique com algumas fotos de Cusco, de Machu Picchu e da trilha Salkantay para ter um gostinho do que é essa viagem!

Clique aqui para ler mais sobre o Peru.

E aqui para reservar o seu hotel em Machu Picchu.

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5 Responses

  1. Anonymous
    Anonymous 18/10/2013 at 11:24 am |

    "My boss thinks I'm sick" kkkkk

  2. Bruno Mangilli
    Bruno Mangilli 21/10/2013 at 6:58 pm |

    Muito bom o post! Vocês sabem informar se é possível realizar as trilhas de mountain bike? Se possível, qual das três trilhas ?

    Valeu!

  3. Tirolesa de Machu Picchu
    Tirolesa de Machu Picchu 30/01/2014 at 8:17 pm |

    […] A estância da tirolesa está a 2km do povoado de Santa Teresa, onde está instalada uma usina hidrelétrica. Santa Teresa, por sua vez, está a só 15km de distância de Machu Picchu e costuma ser usada como base do terceiro acampamento para quem percorre o trajeto andando. […]

  4. Huaca Pucllana
    Huaca Pucllana 09/04/2014 at 9:22 am |

    […] Pois é, saiba que a Huaca Pucllana (diz-se ruáca puiana) é uma pirâmide de barro e de adobe no meio do bairro de Miraflores, um dos principais da capital peruana. O nome que soa pouco familiar vem da língua quéchua, a língua dos nativos locais, os mesmos que construíram Machu Picchu. […]

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