Rota do Cangaço – a história de Lampião e Maria Bonita

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Dando continuidade aos posts sobre o Rio São Francisco e a região de Piranhas e Canindé de São Francisco, vamos aqui falar sobre a Rota do Cangaço, que reconta as últimas horas de vida de do bando de Lampião e Maria Bonita e o começo do declínio do Movimento Cangaceiro no Brasil.

Se o seu objetivo é ler sobre o Cânion do Xingó, confira o post neste link.

A Grota de Angicos e a sinalização do local de emboscada do bando de Lampião e Maria Bonita.

A Grota de Angicos e a sinalização do local de emboscada do bando de Lampião e Maria Bonita.

O baixo São Francisco e o estado natural do rio - o trecho da Rota do Cangaço não tem intervenção humana.

O baixo São Francisco e o estado natural do rio – o trecho da Rota do Cangaço não tem intervenção humana.

Como funciona o passeio da Rota do Cangaço

Curioso como as cidades de Piranhas e de Canindé de São Francisco se alternam na programação da região! Pra sair rio abaixo em direção à Grota de Angicos, onde Lampião foi executado, é necessário pegar um barco no porto do centro histórico de Piranhas, em Alagoas. De lá, o barco desce o Rio São Francisco em um trajeto de 12km a 13km, a depender do restaurante escolhido como ponto de apoio.

Esse trajeto do São Francisco é completamente diferente daquele do Cânion do Xingó. Nesse trecho não houve represamento e a água segue o curso natural do rio. Dá pra ver que as margens não são distantes uma da outra e que o rio tem diversas pedras no caminho. É uma percurso muito bonito e com a natureza presente em todos os lugares.

A Grota de Angicos está localizada no município de Poço Redondo, em Sergipe. Assim que o barco para, há uma caminhada de cerca de 40 minutos pelo interior dos sertões – é obrigatório levar água! Faz muito calor e é muito seco!

Lampião e Maria Bonita, em um de seus últimos registros.

Lampião e Maria Bonita, em um de seus últimos registros.

Rio São Francisco abaixo,, sem alterações humanas, até a trilha de Angicos.

Rio São Francisco abaixo,, sem alterações humanas, até a trilha de Angicos.

Organizando o passeio à Rota do Cangaço

Existem duas opções. A primeira é contratar um catamarã, operado pela MF-Tur. São 5h, sendo 1h pra tomar banho no Rio São Francisco, cerca de 1h30 entre ida e volta e mais um tempo de trilha e parada para almoço (pago à parte). O catamarã vai no mesmo esquema da visita ao Cânion do Xingó, então prepare-se pra alguma farofa no barco e um esquema Piscinão de Ramos. O catamarã da MF-Tur vai parar no Restaurante Angicos, e ali será o ponto de apoio pra fazer a trilha até a Grota de Angicos.

A segunda opção é pagar um barco privado. Normalmente tem capacidade para até 6 pessoas e o preço pode sair mais barato do que no passeio com a MF-Tur. Como vantagem, é possível combinar o horário de saída, curtir o seu tempo (5h é muito, acredite!) e escolher o restaurante de apoio – a outra opção é o Cangaço Eco Parque, que oferece basicamente o mesmo do Restaurante Angicos, mas como não tem o catamarã, fica mais vazio!

De voadeira no leito do Rio São Francisco - à caminho da Rota do Cangaço.

De voadeira no leito do Rio São Francisco – à caminho da Rota do Cangaço.

O Restaurante Angicos serve de ponto de apoio para a Rota do Cangaço.

O Restaurante Angicos serve de ponto de apoio para a Rota do Cangaço.

Em nenhum dos passeios estará incluída a visita com guia até a Grota de Angicos, mais R$ 5,00 por pessoa!

É possível comprar passeios com barqueiros independentes nos hotéis ou no Porto/Centro Histórico de Piranhas e combinar o horário de saída e tempo de duração do passeio. Eu fiz com barqueiro privado e ele me levou aos dois restaurantes, apenas por curiosidade, já que são próximos. O barqueiro contou várias histórias e lendas da região. Em resumo, indico o barco privado, se puderem! No meu caso ainda ficou mais barato do que o passeio com o catamarã.

Visão geral da Rota do Cangaço

A Rota do Cangaço é menos famosa do que o Cânion do Xingó e me surpreendeu mais! Muita coisa é diferente – primeiro, o percurso do rio São Francisco é o leito natural, sem intervenção humana! São 12 km de percurso em águas menos tranquilas do que no Cânion do Xingó, e talvez até por isso mais interessante.

Como expliquei no post sobre o Cânion do Xingó, fiquei meio decepcionado com a piscina limitada do Porto de Brogodó! Nos restaurantes próximos à Trilha de Angicos, apesar de haver boias de contenção, o espaço não é tão bombado como o dos macarrões do Brogodó.

Os cangaceiros revidaram à execução de Lampião e de Maria Bonita e enviaram cabeças de opositores executados em um contra-ataque.

Os cangaceiros revidaram à execução de Lampião e de Maria Bonita e enviaram cabeças de opositores executados em um contra-ataque.

O marco com o nome das vítimas pegas na emboscada que deu fim ao bando de Lampião e Maria Bonita - o final da Rota do Cangaço.

O marco com o nome das vítimas pegas na emboscada que deu fim ao bando de Lampião e Maria Bonita – o final da Rota do Cangaço.

Por fim, um diferencial do passeio é que tem a trilha no meio dos sertões, que cansa, mas vale a pena. Além disso, há uma pequena aula de história do semi-árido nordestino e do cangaço. São pequenos detalhes que tornaram esse passeio mais surpreendente do que o do Cânion do Xingó. Ao fim e ao cabo, o bom mesmo é ter tempo pra fazer os dois.

Clique aqui para ler sobre o Cânion do Xingó.

Para se hospedar na região, indico o Hotel Aconchego do Velho Chico, em Piranhas.

Se preferir, há outras opções de hospedagem na cidade de Piranhas, em Alagoas.

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O leito do Rio São Francisco sem intervenções humanas.

O leito do Rio São Francisco sem intervenções humanas.

A lápide e os crucifixos marcam o local da emboscada de Lampião e Maria Bonita, na Rota do Cangaço.

A lápide e os crucifixos marcam o local da emboscada de Lampião e Maria Bonita, na Rota do Cangaço.

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