Rumo a Uyuni 3 – Subindo a Serra!

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Sabe aquele planejamento de longa data da aventura sabática que você sempre quis fazer?

O Johnson Barros fez o dele e foi parar no Deserto de Uyuni, no sudoeste da Bolívia, um dos lugares mais incríveis da terra! Ele deixa um relato completo, dia após dia, de sua aventura. Este é o terceiro da série! Se liga nessa e vá junto com o Johnson Rumo a Uyuni!

Bem vindos à Cochabamba! (Foto: Johnson Barros.)

Bem vindos à Cochabamba! (Foto: Johnson Barros.)


Parada para o Café com WiFi

Enquanto o sol despontava numa manhã de segunda-feira, o trem rompia o maior perímetro urbano que vimos durante toda a viagem – Era Santa Cruz de la Sierra. Hora de deixar o sono para trás e preparar a mochila para a próxima etapa.

O trem parou na Estação Bimodal (Ônibus e trem) e, do nosso vagão, como era de se esperar, as poucas pessoas que haviam, desceram. Mas o que impressionou foi a grande quantidade de pessoas que desceu dos últimos vagões. Havia outra classe? Onde elas embarcaram?

A Estação Bimodal de Santa Cruz de la Sierra. (Foto: Johnson Barros.)

A Estação Bimodal de Santa Cruz de la Sierra. (Foto: Johnson Barros.)

Alexandre fotografa no interior do ônibus para Cochabamba. (Foto: Johnson Barros.)

Alexandre fotografa no interior do ônibus para Cochabamba. (Foto: Johnson Barros.)

Ainda antes de descer do trem, começamos a conversar com um casal de brasileiros que estava indo para Macchu Picchu no Peru e que passariam aquela noite em Santa Cruz – nós seguiríamos direto. Antes de prosseguir viagem, saímos do terminal e fomos a um hotel para tomar nosso café da manhã e aproveitar a WiFi de lá junto com nossos novos amigos.

Encontro de brasileiros para o café da manhã boliviano. (Foto: Johnson Barros.)

Encontro de brasileiros para o café da manhã boliviano. (Foto: Johnson Barros.)

Como pegar um ônibus!

Continuamos a viagem em um ônibus (cama) da empresa Bolívar até Cochabamba, em uma viagem que durou dez longas horas, passando em uma longa planície antes de subir a montanha. Em sua única parada, descemos em um complexo de estabelecimentos comerciais voltados à alimentação e ao conforto dos viajantes à borda da Carretera 4 (estrada).

Tá bom! Eu estou exagerando. Em frente àquele pátio de estacionamento de terra, poeira e lama, haviam botecos, ambulantes e dois ambientes maiores que vendiam almoço. E também havia o principal, por apenas 1,00 Boliviano, o banheiro.

Parada no meio da estrada para comer e ir ao banheiro... (Foto: Johnson Barros.)

Parada no meio da estrada para comer e ir ao banheiro… (Foto: Johnson Barros.)

A paisagem do caminho entre Santa Cruz de la Sierra e Cochabamba. (Foto: Johnson Barros.)

A paisagem do caminho entre Santa Cruz de la Sierra e Cochabamba. (Foto: Johnson Barros.)

Conforme fomos subindo, a estrada ficava pior, o ônibus começou a andar mais lentamente, o clima mudou de calor para um clima agradável de montanha, as estrada ficaram sinuosas e beiradas por penhascos e os motoristas faziam ultrapassagens perigosas constantemente.

Algo que chamou muita atenção era a constante entrada de ambulantes que vendiam desde balas e almoços até sorvetes e remédios. O mais interessante foi um vendedor na chegada a Cochabamba que fez uma propaganda melhor que o Polishop para vender um extrato de não sei o quê, que curava tudo.

De tudo um pouco na Carretera 4, com destino a Cochabamba. (Foto: Johnson Barros.)

De tudo um pouco na Carretera 4, com destino a Cochabamba. (Foto: Johnson Barros.)

Estrada sinuosa entre as montanhas da Carretera 4, destino Cochabamba. (Foto: Johnson Barros.)

Estrada sinuosa entre as montanhas da Carretera 4, destino Cochabamba. (Foto: Johnson Barros.)

Na rodoviária de Cochabamba, vimos o caos de gente gritando os destinos, eram os vendedores das lojas angariando clientes para as empresas. Restava-nos decidir a empresa que nos levaria.

Em meio àquele caos de empresas que tiravam bilhetes manuais ou preenchidos na máquina de escrever, encontramos uma empresa que tinha uma fila e o atendimento era informatizado. Decidimos que com ela que provavelmente não entraríamos em roubada e foi ali, na Trans Azul, que compramos a nossa passagem para o dia seguinte com destino a Oruro.

Turista faz retratos de dentro do ônibus - a paisagem da Bolívia fica marcada na memória. (Foto: Johnson Barros.)

Turista faz retratos de dentro do ônibus – a paisagem da Bolívia fica marcada na memória. (Foto: Johnson Barros.)

Da janela indiscreta, além do cenário, cenas da campanha política boliviana. (Foto: Johnson Barros.)

Da janela indiscreta, além do cenário, cenas da campanha política boliviana. (Foto: Johnson Barros.)

Em busca do sono perdido

Agora, estávamos a procura de um hotel ou hostel para descansar e encontramos um perto da rodoviária através de um App de mapas offline. Haviam muitos outros na região, mas optamos por nos hospedar apenas naquilo que já havia referência no TripAdvisor.

Depois de um bom banho, era hora de conhecer a cidade e comer algo. Acabamos comento um Pique a lo Macho, que é um prato tipicamente boliviano composto de pedaços de carne, frango, linguiça, queijo, pimentão, cebola, tomate e batata frita misturado. A porção que nos disseram ser para uma pessoa, era mais que suficiente para quatro. Nós, que estávamos com fome, mal conseguimos comer a metade e acabamos levando a outra para uma moradora de rua.

Detalhes do centro histórico de Cochabamba. (Foto: Johnson Barros.)

Detalhes do centro histórico de Cochabamba. (Foto: Johnson Barros.)

Johnson e Alexandre mandam ver no Pique a lo Macho, o prato típico de Cochabamba. (Foto: Johnson Barros.)

Johnson e Alexandre mandam ver no Pique a lo Macho, o prato típico de Cochabamba. (Foto: Johnson Barros.)

Cochabamba nos impressionou positivamente naquele primeiro contato pois diferia muito daquilo que vimos no caminho. Uma cidade grande, aparentemente bem organizada, com prédios, teatros, cinema, restaurantes e uma linda praça rodeada de prédios em estilo colonial espanhol, entre eles, a Prefeitura e a Catedral Metropolitana, chamada 14 de Septiembre (data da independência de Cochabamba ao julgo espanhol). Como ainda precisávamos descansar, conhecer Cochabamba ficou para uma próxima vez.


Johnson é amante da fotografia e autodidata. Atualmente trabalha como fotógrafo profissional na Força Aérea Brasileira. Durante as férias, aproveitou para experimentar outra percepção de mundo e dar asas à sua paixão pela fotografia, clicando lugares que, de tão impressionante, os olhos não acreditam serem reais!

Para ler o primeiro post desta série, Rumo a Uyuni? O Primeiro Passo, clique aqui.

Caso queira ler mais posts sobre Uyuni, dê uma conferida nas dicas da Natália, clicando neste link.

Clique aqui para reservar seu hotel em Uyuni.

Uyuni é também uma ótima oportunidade pra combinar com o Deserto do Atacama, no Chile.

E quanto a você, leitor viajante, não deixe de compartilhar suas dicas e histórias de viagens pelo mundo! Escreva para o Bilhete Premiado e deixe a sua marca!

Neblina entre a serra de Cochabamba. (Foto: Johnson Barros.)

Neblina entre a serra de Cochabamba. (Foto: Johnson Barros.)

Na Bolívia é comum lavar roupa à beira do rio. (Foto: Johnson Barros.)

Na Bolívia é comum lavar roupa à beira do rio. (Foto: Johnson Barros.)

Veículos precários fazem o transporte regular de pessoas entre cidades dentro da Bolívia. (Foto: Johnson Barros.)

Veículos precários fazem o transporte regular de pessoas entre cidades dentro da Bolívia. (Foto: Johnson Barros.)

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