Rumo a Uyuni 4 – Sobre as Águas

Compartilhe!

Sabe aquele planejamento de longa data da aventura sabática que você sempre quis fazer?

O Johnson Barros fez o dele e foi parar no Deserto de Uyuni, no sudoeste da Bolívia, um dos lugares mais incríveis da terra! Ele deixa um relato completo, dia após dia, de sua aventura. Este é o quarto da série! Ele narra a parte de Cochabamba até Uyuni! Se liga nessa e vá junto com o Johnson Rumo a Uyuni!

Os incontáveis flamingos que pairam sobre as lagoas andinas! Parte do cenário do deserto! (Foto: Johnson Barros.)

Os incontáveis flamingos que pairam sobre as lagoas andinas! Parte do cenário do deserto! (Foto: Johnson Barros.)


De Cochabamba à Uyuni

Amanhecíamos o último dia da nossa jornada de ida. Só esses quatro dias já valem uma aventura. O sol ainda não havia saído detrás das montanhas e já caminhávamos para a rodoviária com um pouco de antecedência para tomar o café da manhã, onde conhecemos um colombiano que junto com seu cachorrinho de estimação viajava a América Latina e para tomar mais um chá de coca para evitar o soroche. A essa altura, a altitude se encaixaria melhor, já não tomávamos café e sim o chá de coca.

Pra evitar o mal de altitude, o melhor remédio é o chá de coca. (Foto: Johnson Barros.)

Pra evitar o mal de altitude, o melhor remédio é o chá de coca. (Foto: Johnson Barros.)

Partindo de Cochabamba, passamos quatro horas no ônibus da TransAzul, atravessando, subindo e descendo serras, na maioria das vezes acima dos 4000 metros de altitude. Naquele ponto, o Alexandre já se incomodava com o soroche, também conhecido por mal da altitude (Informe-se sobre o mal de altitude no link!).

Quanto mais subíamos, menos árvores. A paisagem foi perdendo rapidamente o verde para predominar o ocre. Ao chegar à pequena rodoviária de Oruro, mas não menos desorganizada, apanhamos um táxi Transformers (perua Toyota descartada no Japão e volante transplantado da direita para esquerda, muito comum na Bolívia) rumo à estação de trem para comprar os bilhetes e almoçar naquela cidade geométrica e monótona feita de tijolos cozidos, como nas favelas brasileiras.

A viagem rodoviária entre os Andes bolivianos. Vai e vem à 4.000 metros de altitude! (Foto: Johnson Barros.)

A viagem rodoviária entre os Andes bolivianos. Vai e vem à 4.000 metros de altitude! (Foto: Johnson Barros.)

Nas alturas dos Andes, o ocre substitui o verde pra formar uma paisagem árida! (Foto: Johnson Barros.)

Nas alturas dos Andes, o ocre substitui o verde pra formar uma paisagem árida! (Foto: Johnson Barros.)

Na Estação Ferroviária, fomos recebidos por um sorridente e solícito atendente na estação, que nos vendeu os bilhetes e recebeu a bagagem em uma sala grande, com móveis de madeira maciça e paredes revestidas pela mesma madeira. Me senti nos anos 50.

O almoço foi quase em frente à estação, no melhor restaurante da cidade. Me senti rico! Na Bolívia, o poder de compra de nossa moeda é muito maior. Pedi cordeiro e, novamente, os pratos foram muito bem servidos, a ponto de eu não conseguir comer tudo. Já estava começando a achar que ou o meu estômago era pequeno ou o estômago dos bolivianos era grande.

Cordeiro mais que bem servido no melhor restaurante de Oruro. (Foto: Johnson Barros.)

Cordeiro mais que bem servido no melhor restaurante de Oruro. (Foto: Alexandre Camargo.)

Pelas estradas, a figura da Chola boliviana levando a vida. (Foto: Johnson Barros.)

Pelas estradas, a figura da Chola boliviana levando a vida. (Foto: Johnson Barros.)

Todos à bordo, pois o trem já vai partir!

14 horas e todos a bordo do trem Expresso del Sur da Ferroviária Andina para Uyuni. Finalmente o último trecho, que já no início nos brindou com o Lago Uru Uru, por onde o trem cortou caminho sobre as águas em meio a bandos de flamingos andinos e chilenos.

Houve um pouco de alvoroço naquele vagão cheio de alemães, em virtude da bela paisagem que víamos e éramos parte. Logo, o lago foi substituído pelo altiplano com campos áridos, pastagens e plantações, os flamingos pelo gado e nossa euforia pelo sono do cansaço naquele fim de tarde.

Da janela do Expresso del Sur. (Foto: Johnson Barros.)

Da janela do Expresso del Sur. (Foto: Johnson Barros.)

Os flamingos no Lago Uro Uro, avistados pela janela do trem! (Foto: Johnson Barros.)

Os flamingos no Lago Uro Uro, avistados pela janela do trem! (Foto: Johnson Barros.)

O trem era mais conservado do que o que pegamos em Puerto Quijarro. As janelas e persianas abriam, havia tomadas no vagão de passageiros, os bilheteiros eram bem uniformizados, o vagão restaurante era melhor, havia uma tomada por mesa para recarregar os celulares e o trem balançava menos.

Finalmente! Já era noite quando chegamos à estação de Uyuni e só nos restou buscar um lugar para dormir, novamente através do App de mapas off-line, que também mostrava a nota atribuída por outros usuários ao estabelecimento.

Agora, era descansar para o tão esperado início da aventura. Como se chegar até aqui já não fosse!

Flamingos sobrevoam o Lago Uro Uro. (Foto: Johnson Barros.)

Flamingos sobrevoam o Lago Uro Uro. (Foto: Johnson Barros.)

Detalhes da vida no altiplano boliviano. (Foto: Johnson Barros.)

Detalhes da vida no altiplano boliviano. (Foto: Johnson Barros.)

A aridez do altiplano boliviano é característica da seca e da altitude. (Foto: Johnson Barros.)

Enquanto lutávamos contra o ar rarefeito, essas crianças jogavam basquete. (Foto: Johnson Barros.)


Johnson é amante da fotografia e autodidata. Atualmente trabalha como fotógrafo profissional na Força Aérea Brasileira. Durante as férias, aproveitou para experimentar outra percepção de mundo e dar asas à sua paixão pela fotografia, clicando lugares que, de tão impressionante, os olhos não acreditam serem reais!

Para ler o primeiro post desta série, Rumo a Uyuni? O Primeiro Passo, clique aqui.

Caso queira ler mais posts sobre Uyuni, dê uma conferida nas dicas da Natália, clicando neste link.

Clique aqui para reservar seu hotel em Uyuni.

Uyuni é também uma ótima oportunidade pra combinar com o Deserto do Atacama, no Chile.

E quanto a você, leitor viajante, não deixe de compartilhar suas dicas e histórias de viagens pelo mundo! Escreva para o Bilhete Premiado e deixe a sua marca!

Flamingos de asas abertas, em uma explosão de cores no Lago Uro Uro. (Foto: Johnson Barros.)

Flamingos de asas abertas, em uma explosão de cores no Lago Uro Uro. (Foto: Johnson Barros.)

O cenário árido do altiplano boliviano em meio a Oruro. (Foto: Johnson Barros.)

O cenário árido do altiplano boliviano em meio a Oruro. (Foto: Johnson Barros.)

Da janela do trem eu vejo o mundo! (Foto: Johnson Barros.)

Da janela do trem eu vejo o mundo! (Foto: Johnson Barros.)

As lhamas fazem parte do altiplano andino. (Foto: Johnson Barros.)

As lhamas fazem parte do altiplano andino. (Foto: Johnson Barros.)

Show Buttons
Hide Buttons
%d bloggers like this: